O TREKKING

O Trekking, ou rali de regularidade a pé, é uma competição entre equipes cujo objetivo é percorrer um caminho pré-determinado pelo organizador, obedecendo às velocidades designadas para cada trecho deste caminho.
Há muito o que falar sobre este esporte, então dividiremos o assunto em tópicos.
Cada equipe pode ser composta por 2 até 6 atletas. Não é necessário grande preparo físico, mas é importante que a pessoa consiga andar de 5 a 10 km sem precisar de hospitalização.
Dada a complexidade do esporte, é conveniente que as funções de cada atleta sejam definidas de modo a aproveitar as habilidades de cada um.
As funções básicas são:
– Contador de passos: é a pessoa que, contando seus passos e sabendo quanto mede cada passo seu, irá informar para a equipe a distância percorrida (como o odômetro de um carro)
– Navegador: é quem lerá e interpretará a planilha, decidindo o caminho correto a ser seguido e cuidando para que a velocidade da equipe esteja conforme o exigido pela planilha
– Calculista: como o nome já sugere, é quem faz os cálculos de tempo e dita o ritmo, mantendo sempre a equipe o mais próximo do tempo ideal
– Operador de bússola: é quem faz a leitura da bússola quando a planilha pedir e orienta a direção que a equipe deve seguir.
É claro que cada função pode ser executada por mais de uma pessoa, e uma pessoa pode executar mais de uma função. Pode até andar sem ter função nenhuma, rs. A equipe deve traçar sua estratégia de acordo com as habilidades de cada atleta.

A PLANILHA

A planilha que será recebida no dia da prova contém todas as informações necessárias para que se complete o percurso, e a indicação das velocidades de cada trecho.

Vamos usar essa página como exemplo para explicá-la.

A planilha deve ser lida de cima para baixo e da esquerda para a direita, como lemos qualquer texto.

Na coluna “Distância” temos duas informações. A de cima diz quantos metros foram percorridos desde a última referência. A de baixo diz quantos metros foram percorridos desde o início deste trecho.

Na coluna “Referência” temos um desenho aproximado do caminho (chamado “tulipa”) que temos que seguir. Pode ser também o desenho de uma bússola.

Na coluna “Observações” temos informações adicionais que não estão no desenho.

Na tulipa, os traços são os caminhos disponíveis (pode ser uma rua, uma trilha, uma picada, um caminho de gado).

A bolinha, sempre na parte de baixo do desenho, indica de onde viemos.

O quadradinho é o local exato da referência, a metragem indicada na primeira coluna.

A seta, quando existir, indica a direção a ser seguida.

Agora vamos “ler” algumas linhas da planilha para melhor compreensão.

Esta linha é de cabeçalho de trecho. Nela temos o número do trecho (que é sempre sequencial) e a velocidade imposta. Portanto, durante todo o trecho 7, deveremos andar a 64 metros por minuto.

Neste exemplo, já percorremos 308 metros desde o início do trecho (e 84 metros desde a última tulipa).
Viemos de onde está a bolinha, e a medida exata (308 metros) fica onde está o quadradinho (na bifurcação).
Como não há seta mas há uma indicação de grau, temos que tirar na bússola os 120 graus para saber se seguiremos em frente ou viraremos à direita.

Esta linha também é de cabeçalho, porém ela indica que o trecho 8 é de neutro, ou seja, devemos permanecer no local pelo tempo indicado. Neste caso, um minuto.

Aqui já percorremos 353 metros desde o início do trecho (e 45 metros desde a última tulipa).
O desenho da bússola significa que não há um caminho definido para trilharmos. Temos que tirar na bússola os 35 graus pedidos, traçar uma reta imaginária e andar sobre ela por tantos metros quanto indicado para chegarmos à próxima referência.
Atenção, a distância a ser percorrida para chegar à próxima referência está na linha seguinte.

Neste caso, a distância não está informada porque é o ponto de um PC Virtual. Aqui deveremos anotar quantos metros foram percorridos desde o início do trecho até o quadradinho, defronte a uma porteira do lado esquerdo de onde viemos. O contador de passos é quem tem essa informação. Depois, deveremos atravessar a porteira e seguir em frente.

Agora uma leitura em ritmo de prova

Após caminhar 84 metros na trilha, chego a um ponto da trilha onde há uma saída à direita. A instrução é seguir a 120º, portanto tiro esse grau na bússola e sigo na direção apontada por 45 metros (distância apontada na linha seguinte).

Após caminhar 45 metros na trilha, não tenho uma referência física de onde devo parar, como tive na linha anterior. Aqui tenho que confiar no meu passo, na minha medição. A tulipa mostra uma bússola, portanto tenho que tirar na bússola os 35 graus pedidos, traçar uma reta imaginária e andar sobre ela por 54 metros para chegar à próxima referência.

Após caminhar 54 metros em linha reta chego na cerca. A partir daí devo virar para a direita e caminhar SEMPRE com a cerca a minha esquerda, mas note, agora começou um novo trecho! Ele começa no quadradinho. Nesse ponto então eu zero meu contador de passos e ajusto minha velocidade para 64 metros por minuto.

Quando eu chegar na porteira (a primeira porteira que eu encontrar é a correta) devo anotar a medida, pois esse ponto é um PC VIRTUAL. Essa medida deverá ser entregue no final da prova à apuração.

O próximo trecho é um neutro de um minuto, tempo suficiente para que eu faça minhas anotações com calma, tome uns goles de água, zere meu contador de passos e me prepare para prosseguir.

Não é tão difícil, né?

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